Mas debate sobre habitação vai além da segurança
A questão da moradia e do alto custo de vida voltou ao centro do debate na Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde. Durante a última sessão, o vereador Vlad Mesquita anunciou que fará uma indicação para a criação de um “auxílio-moradia” destinado a policiais que integram as forças de segurança do município.
Segundo o parlamentar, muitos profissionais da área estão solicitando transferência para outras cidades devido ao valor elevado dos aluguéis. “Lucas do Rio Verde é hoje o município com o maior índice de casas alugadas, ultrapassando 50%. Queríamos que esse número representasse famílias conquistando o sonho da casa própria, mas, infelizmente, não é a realidade”, destacou Mesquita.
O vereador também ressaltou que a rotatividade de moradores impacta diretamente na segurança pública. “Muitos policiais escolheram nossa cidade para atuar, mas já pensam em migrar para outros municípios. Se não conseguimos mantê-los aqui, a segurança da população fica comprometida”, afirmou.
A crítica necessária
Embora a proposta dialogue com um problema real, surge a pergunta: quem vai pagar a conta desse auxílio? Se o benefício for restrito apenas aos policiais, por que não incluir também profissionais da saúde, da educação e de outras áreas essenciais, que igualmente enfrentam dificuldades para se manter na cidade?
Mais do que criar subsídios, especialistas defendem a busca por alternativas estruturais, como a redução do valor dos aluguéis por meio de incentivo a novas construções e a criação de loteamentos sociais. Modelos já existentes em diferentes cidades brasileiras mostram que, quando a Prefeitura disponibiliza o terreno e o cidadão constrói a própria casa, o custo é muito menor e a política habitacional ganha fôlego duradouro.
Moradia como base para o desenvolvimento
É inegável que um município seguro atrai investimentos, gera empregos e fortalece a economia. No entanto, a segurança não deve ser dissociada de outras áreas igualmente vitais. Garantir moradia acessível e permanente pode ser um passo mais eficaz do que apenas criar auxílios emergenciais, que aliviam a situação no curto prazo, mas não resolvem a raiz do problema.
Fonte: TV conquista
