O vereador de Lucas do Rio Verde, Hélio Kaminski, fez duras críticas à realização de um suposto “plebiscito popular” dentro do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Segundo ele, o processo não possui validade legal e estaria servindo como instrumento de doutrinação política em ambiente escolar.
Questionamento sobre a legalidade
Kaminski relatou que tomou conhecimento da votação ocorrida no campus local e, de imediato, encaminhou um ofício à direção da instituição solicitando esclarecimentos. A resposta, segundo o vereador, confirmou que o IFMT “não possui competência legal para autorizar, validar ou conduzir tais processos”.
Com essa declaração, destacou o parlamentar, fica claro que qualquer coleta de votos organizada dentro do instituto não tem efeito jurídico eleitoral. “Matou a charada”, afirmou.
O que está por trás do chamado “plebiscito popular”
Na resposta, a direção do IFMT citou a existência de uma consulta chamada “Por um Brasil com soberania, democracia e direitos”, organizada por sindicatos. Embora a Constituição Federal garanta a liberdade sindical, Kaminski criticou a iniciativa por considerar que extrapola os limites da lei.
Nesse ponto, ele alertou que o ambiente escolar estaria sendo utilizado como espaço para “politicação suja e esquerdista”, disfarçada de consulta popular.
Temas defendidos na consulta
O vereador também criticou as pautas apresentadas na votação, entre elas:
- isenção de imposto de renda para quem ganha menos;
- redução da jornada de trabalho;
- fim da escala 6×1;
- taxação dos mais ricos.
Para Kaminski, essas propostas representam um ataque a quem gera emprego e renda. Ele argumentou que criminalizar empresários e trabalhadores bem-sucedidos é injusto e prejudica a economia.
Chamado à sociedade mato-grossense
Por fim, o vereador pediu atenção da sociedade e dos líderes políticos conservadores. “Eu vou combater isso até o fim”, disse Kaminski. Em sua avaliação, é papel de vereadores, prefeitos e deputados fiscalizar e impedir que instituições públicas de ensino sejam transformadas em palanque ideológico.
Segundo ele, a população de Mato Grosso deve ficar atenta para não permitir que a juventude seja alvo de manipulação dentro das salas de aula.
