Durante visita a escolas municipais neste sábado (8), parlamentar aponta falhas na gestão da Secretaria de Educação de Lucas do Rio Verde e questiona decisão de repor aulas em dia atípico.
O vereador Hélio Kaminski (PL) percorreu diversas escolas municipais de Lucas do Rio Verde neste sábado (8), data escolhida pela Secretaria Municipal de Educação para reposição de aulas referente à paralisação ocorrida no início do ano letivo. O parlamentar registrou baixa presença de alunos e apontou falta de planejamento e sensibilidade da gestão ao determinar um sábado letivo em meio a compromissos familiares e viagens já programadas pela comunidade.
“Hoje é sábado, dia 8, 14h31, e eu estou nas escolas para ver a realidade. O sistema obriga o profissional a empurrar aluno, e agora empurra até aula em dia atípico. A educação virou um faz de conta institucionalizado”, declarou Kaminski em suas redes sociais.
Segundo levantamento feito pelo vereador, os números confirmam o fracasso da medida:
- Escola Professor Marcelino Espíndola: apenas 140 alunos presentes de um total de 790;
- Escola Érico Veríssimo: 65 alunos compareceram dos 304 matriculados;
- Escola Olavo Bilac: 234 alunos dos 960 previstos;
- Escola Menino Deus: 162 alunos de um total de 818.
Em todas as unidades, o índice de presença ficou muito abaixo dos 30%, o que, na avaliação do vereador, torna o dia letivo “pouco produtivo e de baixo impacto pedagógico”.
Críticas ao modelo de reposição
Kaminski questionou o motivo de a reposição não ter sido marcada em um ponto facultativo ou sexta-feira pós-feriado, quando a frequência escolar naturalmente é maior.
“Tivemos vários feriados na quinta, e as aulas pararam na sexta. Por que não usar um desses dias? É óbvio que num sábado à tarde a adesão seria mínima”, afirmou.
O parlamentar também ouviu pais e funcionários das escolas que manifestaram insatisfação com a decisão. Segundo relatos, muitos alunos não compareceram por estarem viajando ou com compromissos familiares previamente agendados.
“Educação é prioridade, mas precisa haver bom senso. Quando a decisão administrativa se distancia da realidade das famílias, o prejuízo é duplo: para o aluno e para o professor”, criticou.
Falta de segurança e estrutura
Durante a visita à Escola Érico Veríssimo, Hélio registrou ainda a ausência de guarda escolar no período da tarde.
“Cheguei às 15h15 e a escola estava sem guarda. A informação é de que o vigilante saiu para o intervalo desde 13h30. É um descuido grave, especialmente em dia de movimento reduzido”, alertou.
O vereador elogiou, por outro lado, o trabalho das equipes de limpeza e merenda, que mantiveram o funcionamento das unidades mesmo diante da baixa frequência.
Reação popular e cobrança por transparência
A publicação das visitas repercutiu nas redes sociais do parlamentar, com centenas de comentários de pais e professores criticando o calendário da Secretaria de Educação.
“Os pais têm razão em questionar. A reposição precisa ser produtiva, e não apenas cumprir tabela para constar no sistema”, reforçou Kaminski.
O vereador afirmou que pretende oficiar a Secretaria de Educação para solicitar um relatório detalhado de frequência, além de propor que o município reveja os critérios para reposição de aulas em casos semelhantes.
Conclusão
A agenda do vereador neste sábado escancarou um problema recorrente: decisões burocráticas tomadas sem diálogo com a comunidade escolar.
Com índices de presença abaixo do esperado, estrutura precária em algumas unidades e falta de segurança em outras, a iniciativa da Secretaria acabou transformando o que seria um dia de reforço escolar em mais um retrato da desorganização administrativa.
“Não estou aqui para atacar, mas para mostrar a realidade. Educação não se faz com improviso, e muito menos com imposição”, concluiu Kamin
