Temer sugere que Lula ligue para Donald Trump

Política

O ex-presidente Michel Temer defendeu nesta semana que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria adotar uma postura mais direta para restabelecer as relações entre Brasil e Estados Unidos. Em palestra, Temer afirmou que, se estivesse no comando do país, teria telefonado pessoalmente para o ex-presidente norte-americano Donald Trump.

Segundo Temer, a iniciativa teria valor não apenas diplomático, mas também simbólico:

“Eu telefonaria para o presidente Donald Trump. Lula deveria ligar para Trump. Eu, se fosse ele, faria o seguinte: chamaria toda a imprensa, nacional e internacional, e dizia: ‘Olha, o presidente do Brasil vai fazer uma chamada telefônica para o presidente dos Estados Unidos. Vocês aguardem aí’. E faria a ligação.”

O ex-presidente destacou ainda que, mesmo que Trump não atendesse, a insistência já demonstraria boa vontade do governo brasileiro:

“Se não atendesse, ele sairia e dizia: ‘Olha, tentei, e amanhã eu vou tentar de novo’. Porque é preciso uma palavra dessa natureza. O interesse agora não deve ser eleitoreiro, mas sim do país. O interesse do país é manter boas relações.”

Diplomacia além do Executivo

Temer também sugeriu que o Legislativo brasileiro deveria se engajar diretamente na reaproximação entre os dois países, reforçando a ideia de que a política externa não é responsabilidade apenas do Executivo:

“Eu sugeriria ao nosso querido presidente da Câmara, Arthur Lira, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ligassem para seus pares nos Estados Unidos. Há problemas entre os Executivos, mas quem governa o país não é só o Executivo. Executivo e Legislativo juntos têm a responsabilidade.”

De acordo com Temer, uma articulação nesse nível poderia abrir novos canais de diálogo e evitar o que ele chamou de “paralisação” nas relações entre os dois países.

Contexto: A fala de Temer acontece em meio a um cenário de incertezas na política externa brasileira, marcado por tensões diplomáticas e pela percepção de que o país precisa reforçar pontes estratégicas com os Estados Unidos, um dos principais parceiros comerciais e políticos do Brasil.

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