Lucas do Rio Verde (MT), sexta-feira, 17 de outubro de 2025 — Um vídeo enviado ao vereador Hélio Kaminski por uma moradora local revela uma situação dramática: um familiar teria caído no domingo e, até esta sexta-feira, não conseguiu atendimento na especialidade de ortopedia (conforme relato), devido à falta de médicos e à burocracia no sistema público municipal de saúde.
No vídeo, a mãe do paciente expõe a angústia da família: “Pagamos tanto imposto e, quando precisamos, não tem médico. Mandam para o postinho … quem sofre é quem está com dor.” O vereador, ao receber o vídeo, declarou que não poderia ficar em silêncio e que continuará protocolando indicações e fazendo pressão para que os direitos da população sejam respeitados.
Falhas apontadas e contradições percebidas
Apesar da estrutura física recente — “o prédio está lindo, ar-condicionado ótimo” — a moradora afirma que o problema está justamente na escassez de especialistas, especialmente ortopedistas. Segundo ela:
- Há pessoas formadas, inclusive com cirurgia marcada, mas que não conseguem atendimento.
- Em casos de dor em plena madrugada, a orientação é buscar os postos de saúde (postinhos), mesmo para casos que necessitam de atenção especializada urgente.
- Ou seja: há um descompasso entre o aparato físico e a prestação efetiva dos serviços médicos.
Situação oficial e histórico local
A Prefeitura de Lucas do Rio Verde informou anteriormente que, a partir de junho, o município contaria com atendimento ortopédico em horário integral no PSF IV Alvorada. Lucas do Rio Verde No entanto, o relato recebido sugere que o suporte ainda não alcançou todas as demandas nem emergências.
Reações e desdobramentos políticos
O vereador Hélio Kaminski manifestou que continuará fiscalizando e cobrando soluções efetivas. Ele pretende protocolar requerimentos, interlocução com a Secretaria de Saúde e chamar atenção da mídia e do Ministério Público para o caso.
Para muitos moradores, o descaso é uma ferida aberta: “Até um cachorro recebe atendimento rápido; aqui, a pessoa fica na dor, sem atendimento há quatro ou cinco dias.”
O que pode (ou deveria) ser feito
Para além da denúncia feita, especialistas e gestores públicos poderiam considerar:
Convocações emergenciais para suprir a carência de ortopedistas, com contratos temporários.
Parcerias com hospitais referenciais de cidades próximas para atendimento urgente, com transporte garantido.
Central de regulação eficiente, para que casos urgentes não fiquem presos à burocracia.
Transparência pública dos recursos investidos em saúde e servidores contratados.
Fiscalização ativa por câmaras, Ministério Público e conselhos municipais de saúde.
Assista ao vídeo na rede social do Vereador: NossavozMT
