O Rio de Janeiro voltou a ser palco de um dos episódios mais violentos dos últimos anos. A megaoperação policial deflagrada nesta terça em diversos pontos da capital fluminense e da Região Metropolitana deixou pelo menos 64 mortos e mais de 80 presos, segundo dados oficiais. O alvo principal: a facção Comando Vermelho, uma das mais antigas e poderosas organizações criminosas do país.
Mais de 2.500 agentes das forças estaduais e federais participaram da ação, que foi descrita pelo governador Cláudio Castro como uma ofensiva contra o “narco-terrorismo” que domina territórios, impõe medo e desafia o Estado brasileiro há décadas.
O Brasil em guerra dentro de suas próprias fronteiras
Os confrontos ocorreram em comunidades dominadas pelo tráfico — Complexo da Penha, Alemão, Maré e Vila Cruzeiro. Moradores viveram horas de tensão, com escolas fechadas, ônibus incendiados e bloqueios de vias.
Apesar das críticas de setores ligados a ONGs e grupos de direitos humanos, a operação foi vista por muitos brasileiros como um ato de coragem e dever de Estado, diante de um inimigo que, por muito tempo, agiu livremente sob o olhar leniente das autoridades.
O que se vê no Rio é o retrato de um país que perdeu o controle de parte de seu território, onde a lei de facções armadas substitui a autoridade pública. Não se trata apenas de segurança — é soberania nacional em jogo.
A omissão que alimenta o crime
Anos de políticas permissivas, discursos ideológicos e impunidade alimentaram o crescimento das facções. O crime prosperou nas brechas deixadas por governos que abandonaram a polícia, cortaram investimentos e desmoralizaram as forças de segurança em nome de uma “paz” que nunca chegou.
Enquanto isso, comunidades inteiras foram sequestradas por traficantes que controlam a entrada e saída de pessoas, cobram “impostos” e impõem toque de recolher.
Hoje, o que o Brasil colhe é o resultado dessa cultura de inversão de valores, onde o bandido é tratado como vítima e o policial é questionado por cumprir sua missão.
A resposta precisa ser firme e nacional
A crise do Rio é um alerta para o Brasil. O crime organizado não respeita fronteiras estaduais — se expande, coopta e infiltra instituições.
Por isso, é urgente um pacto nacional de segurança, com coordenação entre União, estados e municípios, e leis que protejam o policial e endureçam o combate ao tráfico, ao contrabando e ao armamento ilegal.
Mais do que operações pontuais, o país precisa de continuidade, inteligência e respaldo jurídico para que as forças de segurança possam agir sem medo de retaliação judicial.
Direitos humanos para quem respeita a lei
Não há democracia possível quando o cidadão vive sob o domínio do medo.
Garantir direitos humanos é dever do Estado — mas esses direitos começam pela vítima, e não pelo criminoso. O policial que enfrenta o fuzil em uma viela não pode ser tratado como inimigo. O verdadeiro inimigo é quem destrói famílias, recruta jovens e desafia a autoridade nacional.
Um espelho para o Brasil
O que acontece no Rio não é um caso isolado — é um retrato do abandono da autoridade que se espalha pelo país.
Enquanto o crime se organiza, o Estado precisa se reerguer. Isso exige coragem política, valorização das forças policiais, punição exemplar e a restauração de princípios como ordem, lei e respeito.
O Brasil precisa decidir de que lado está:
Do lado da bandidagem, onde o medo dita as regras?
Ou do lado da lei, onde o Estado recupera seu lugar e protege os cidadãos de bem?
A resposta determinará o futuro de nossa segurança e da própria democracia.
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Você acredita que operações como essa devem continuar em todo o país?
O Brasil precisa ser mais duro com o crime ou mais “compreensivo” com os criminosos?
