arquivo pessoal

Preço do café deve subir até 15% e preocupa consumidores em Mato Grosso

Agro Cidades MT Economia

O café, bebida indispensável na mesa dos brasileiros, pode ficar mais caro nas próximas semanas. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), as torrefadoras já projetam reajustes de 10% a 15% no varejo. Em Mato Grosso, onde o consumo é elevado e o hábito culturalmente forte, a expectativa de aumento preocupa consumidores e comerciantes.

De acordo com o setor, a alta nos preços do grão verde, tanto do arábica quanto do robusta, tem pressionado toda a cadeia produtiva. No mercado interno, o Cepea/USP apontou que o café robusta subiu mais de 40% em apenas um mês, enquanto o arábica teve aumento acima de 25%. Esse movimento acaba refletindo diretamente nas prateleiras dos supermercados.

Empresas tradicionais como 3 Corações e Melitta já anunciaram reajustes em seus produtos. No café torrado e moído, o aumento pode chegar a 10%, enquanto no café solúvel a elevação prevista é de até 15%.

Em Lucas do Rio Verde, Rondonópolis e Cuiabá, comerciantes relatam que os consumidores já demonstram preocupação. “O cliente está levando menos café por vez e muitos procuram marcas mais baratas. A tendência é que esse movimento aumente com os reajustes”, afirmou um gerente de supermercado em Cuiabá.

Além do encarecimento da matéria-prima, fatores externos também influenciam. As tarifas internacionais impostas recentemente pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro aumentaram a pressão no mercado. Por outro lado, especialistas acreditam que a safra 2025/2026 poderá ser mais robusta, o que pode ajudar a estabilizar os preços a médio prazo.

Enquanto isso, famílias mato-grossenses já começam a sentir no bolso. Para muitos, o café não é apenas um produto, mas parte da rotina diária. “Aqui em casa, ninguém começa o dia sem um cafezinho. Se o preço subir mais, vai pesar no orçamento”, contou dona Maria Aparecida, moradora de Rondonópolis.

O cenário aponta que o café deve seguir como item de consumo essencial, mas com um custo cada vez maior para o consumidor final.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *