A manhã desta sexta-feira (10) foi marcada por uma operação intensa da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) em Lucas do Rio Verde (MT). Com foco em desarticular uma quadrilha envolvida em um roubo a uma empresa de segurança eletrônica, os policiais civis cumpriram dois mandados de busca e apreensão domiciliar e prenderam um suspeito em flagrante no Condomínio São Paulo.
A ação foi coordenada pelo delegado doutor Arthur, que explicou como a equipe chegou até o endereço. “Nós instauramos o inquérito e representamos pela busca e apreensão domiciliar. Durante o levantamento, identificamos que o veículo do suspeito foi usado para dar apoio no crime. Com base nisso, pedimos a autorização judicial e hoje realizamos o cumprimento dos mandados”, afirmou o delegado.
O crime, ocorrido há cerca de dois meses, chocou o município. Criminosos invadiram o estabelecimento, renderam o proprietário e utilizaram os celulares das vítimas para realizar transferências via Pix. As investigações apontaram que o carro do suspeito estava estacionado no condomínio, o que levou a polícia até o local.
Assim que os agentes entraram no apartamento 401, o homem tentou destruir o próprio celular, em uma clara tentativa de eliminar provas. “Quando a equipe entrou na residência, ele tentou quebrar o aparelho. Foi autuado em flagrante e trazido para a delegacia. O veículo utilizado também foi apreendido”, explicou o delegado Arthur.
Com tom firme, ele destacou um ponto que chamou atenção. “Ninguém quebra o celular à toa. Hoje, as forças de segurança dispõem de tecnologia capaz de recuperar dados até de aparelhos danificados. Essa atitude só reforçou as suspeitas sobre o envolvimento dele no crime”, ressaltou.
Outro fator que surpreendeu foi o local da operação. Um dos mandados foi cumprido em um condomínio de padrão elevado da cidade, o que reforça uma mensagem importante: o crime não escolhe classe social. “A investigação nos levou até lá porque o veículo estava estacionado na vaga de garagem do condomínio. Por isso, solicitamos a busca no endereço”, completou o delegado.
As investigações continuam. A Polícia Civil segue coletando provas e ouvindo novas testemunhas para encerrar o inquérito e encaminhar o caso à Justiça.
A operação reforça o comprometimento da segurança pública local com o combate aos crimes patrimoniais e a agilidade na resposta às ocorrências que mais preocupam os luverdenses.
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