Poder de compra do mato-grossense segue pressionado no início de setembro

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Cesta básica volta a subir e alimentos encarecem orçamento das famílias

As primeiras semanas de setembro trouxeram uma notícia pouco animadora para o bolso do mato-grossense. Após a queda registrada em agosto, a cesta básica voltou a subir em Cuiabá, alcançando R$ 796,58 — um aumento de 0,73% em relação ao mês anterior. Esse reajuste, embora pequeno, interrompeu a sequência de alívio sentida pelos consumidores e reacendeu a preocupação com o poder de compra.

Os vilões da vez foram os hortifrutis. Produtos como tomate e batata subiram mais de 5% cada, impulsionados por fatores como oferta limitada e custos de transporte. Essa variação, aparentemente pontual, pesa diretamente no orçamento das famílias de menor renda, já que os alimentos básicos representam a maior fatia das despesas mensais.

Comparação com o ano anterior

Em relação a setembro de 2024, o cenário é ainda mais desafiador. A cesta básica atual está 8,67% mais cara do que no mesmo período do ano passado. Esse aumento significa que, mesmo para quem teve algum reajuste salarial, a recomposição do poder de compra não foi suficiente para acompanhar o ritmo da inflação nos alimentos.

Embora alguns setores da economia apontem sinais de recuperação, como o leve crescimento da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em agosto, a sensação para a maioria dos consumidores é de aperto. De fato, os mato-grossenses ainda convivem com um custo de vida elevado, e cada variação de preço em produtos essenciais gera impacto imediato no carrinho de compras.

Perspectiva para os próximos meses

Especialistas avaliam que a volatilidade de itens hortifrutigranjeiros deve continuar influenciando os preços no curto prazo. No entanto, políticas de abastecimento e a própria dinâmica da safra podem trazer certo equilíbrio até o fim do ano. Enquanto isso, as famílias se veem obrigadas a reavaliar prioridades, reduzir desperdícios e, em alguns casos, substituir produtos para manter o orçamento sob controle.

O início de setembro deixa claro que, apesar de algumas conquistas recentes em termos de renda e queda da pobreza, o poder de compra do mato-grossense ainda enfrenta obstáculos consideráveis. Afinal, quando o preço da comida sobe, é a mesa da população que sente, primeiro e com maior intensidade, o peso da economia.

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