Levantamento preocupa
Um levantamento recente destacou que as dez cidades mais violentas do Brasil estão no Nordeste. Entre elas, aparecem Feira de Santana (BA), Maracanaú (CE), Caucaia (CE), Simões Filho (BA), Camaragibe (PE), Cabo de Santo Agostinho (PE), Camaçari (BA), Juazeiro (BA), Jequié (BA) e Maranguape (CE).
A média nacional de homicídios é de 21 por 100 mil habitantes ao ano. Em Maranguape (CE), o número salta para 79,9 homicídios por 100 mil habitantes, quase quatro vezes a média brasileira.
O peso da política local
Quando se analisam as gestões políticas, nota-se que o Ceará foi governado nas últimas três décadas por PSDB, PSB, PDT e PT. Durante esse período, os índices de violência se mantiveram altos, o que reforça críticas de que não se trata de mera coincidência, mas de método de gestão que falhou em conter o avanço da criminalidade.
No caso da Bahia e de Pernambuco, o cenário é semelhante. Cinco das cidades mais violentas são baianas, duas são pernambucanas e três cearenses, confirmando uma concentração regional preocupante.
Reflexo do caos social
Segundo analistas, a manutenção da violência estrutural cria um caos social que aumenta a dependência do Estado. Assim, em vez de estimular a autonomia da sociedade e do mercado, governos reforçam políticas que ampliam a presença estatal sem resultados concretos na redução da criminalidade.
Além disso, há quem defenda que o modelo de distribuição de recursos agrava o problema. Hoje, a arrecadação dos estados passa pelo governo federal antes de retornar em investimentos. A proposta de especialistas é que cada estado fique com a maior parte do que arrecada, criando competição saudável entre regiões, à semelhança do que ocorre em países como os Estados Unidos.
Violência não é exclusividade do Nordeste
Embora o levantamento destaque cidades nordestinas, o problema não se limita à região. Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo também enfrentam altos índices de criminalidade, com áreas dominadas pelo tráfico e pela violência urbana.
Entretanto, o dado que chama atenção é a concentração inédita das dez cidades mais violentas em apenas três estados do Nordeste. Para muitos observadores, essa realidade não é fruto do acaso, mas da ausência de políticas eficazes de segurança pública e desenvolvimento social sustentável.
O desafio para o Brasil
A violência é, portanto, reflexo direto da forma como estados têm sido conduzidos politicamente. E enquanto os índices continuarem alarmantes, a população seguirá pagando o preço da insegurança, da precariedade e da falta de perspectivas.
fonte: Timeline news
