O Ministério da Educação anunciou uma mudança significativa na forma como os estudantes do terceiro ano do ensino médio serão avaliados a partir de 2026. Segundo o ministro da Educação, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) passará a valer como instrumento oficial de avaliação da aprendizagem, substituindo as provas tradicionais aplicadas pelas redes de ensino para mensurar o desempenho dos concluintes.
A decisão, de acordo com o ministro, é resultado de estudos técnicos que demonstram maior eficiência e fidelidade dos resultados obtidos pelos estudantes no ENEM. Ele destacou que, diferentemente de outras avaliações como o SAEB, o ENEM é uma prova que mobiliza mais o interesse e o foco dos jovens que estão finalizando a educação básica, principalmente por ser a principal porta de entrada para o ensino superior.
“O estudante do terceiro ano está voltado para o ENEM, é onde ele concentra seus esforços, onde ele quer ter o melhor desempenho para garantir uma vaga na universidade. Por isso, essa prova traz um retrato mais real e fidedigno da aprendizagem desse jovem”, afirmou o ministro. Ele argumentou que, muitas vezes, os alunos se mostravam desmotivados para avaliações externas que não influenciavam diretamente seu futuro acadêmico, o que distorcia os resultados e dificultava a leitura das políticas educacionais.
Segundo a pasta, todos os estudos de padronização e adequação metodológica já foram concluídos. Os critérios do ENEM serão utilizados para compor os indicadores educacionais do ensino médio, permitindo que gestores públicos obtenham diagnósticos mais precisos sobre a qualidade da educação ofertada.
A mudança também representa uma tentativa de integrar, de forma mais coerente, o ciclo de avaliação nacional, alinhando a formação oferecida pelas escolas às expectativas de desempenho exigidas para o acesso ao ensino superior.
Com a implementação prevista para 2026, redes estaduais e escolas já serão orientadas ao longo de 2025 sobre adaptações necessárias no planejamento pedagógico, acompanhamento das aprendizagens e estratégias de preparação dos estudantes. O Ministério afirma que o objetivo é tornar a avaliação mais justa, próxima da realidade dos jovens e alinhada às perspectivas de continuidade de estudos.
A medida deve provocar impacto direto na organização escolar, no acompanhamento pedagógico e no modo como as instituições entendem a conclusão da educação básica. Especialistas preveem que o ENEM ganhará ainda mais relevância, consolidando-se como o principal parâmetro de aferição da qualidade do ensino médio brasileiro.
