Por Redação — Nossa Voz MT | 11 de outubro de 2025
A consagração de María Corina Machado com o Prêmio Nobel da Paz de 2025 é muito mais do que um reconhecimento individual. É a vitória da coragem sobre a opressão, da verdade sobre o medo e da liberdade sobre o autoritarismo que ainda assombra a América Latina.
A líder venezuelana, há anos perseguida, silenciada e impedida de concorrer a eleições pelo regime de Nicolás Maduro, transformou sua dor em resistência. Com dignidade e firmeza, manteve-se dentro de seu país, inspirando milhões de venezuelanos a não desistirem da democracia — mesmo quando parecia impossível acreditar nela.
Um prêmio que ecoa por toda a América Latina
O Comitê Nobel reconheceu “sua luta incansável por uma transição justa e pacífica para a democracia”. Palavras que reverberam em um continente marcado por governos autoritários e por elites políticas que relativizam o valor da liberdade.
Machado, impedida de exercer cargos públicos, sofreu ameaças, perseguições e difamações. Ainda assim, não fugiu — escolheu ficar. Tornou-se símbolo de resistência feminina e exemplo de que nenhum regime é eterno quando o povo desperta.
O silêncio do governo Lula e a cumplicidade com ditaduras
Enquanto líderes mundiais e entidades democráticas celebram a premiação, o governo do presidente Lula e o Itamaraty permaneceram em silêncio constrangedor. Nenhuma nota oficial, nenhuma saudação, nenhuma palavra de reconhecimento à mulher que hoje representa o sonho de liberdade da Venezuela.
O mesmo governo que se diz defensor dos direitos humanos preferiu o silêncio cúmplice, temendo melindrar seu aliado ideológico em Caracas. Mais uma vez, o Brasil oficial escolheu o lado errado da história — o lado dos ditadores.
Não é surpresa. Desde o início do mandato, o Planalto tem adotado uma postura leniente com regimes autoritários na América Latina, tratando com simpatia tiranos como Maduro e Ortega. O discurso “progressista” que defende democracia dentro, mas fecha os olhos para abusos fora, soa cada vez mais hipócrita.
Um exemplo de coragem que o mundo precisa seguir
María Corina Machado não pediu poder, pediu justiça. Não buscou vingança, mas reconciliação. E mostrou ao mundo que a liberdade tem rosto de mulher, mesmo quando enfrenta a fúria de um regime armado até os dentes.
O Nobel da Paz deste ano não foi apenas um prêmio — foi um grito.
Um grito que ecoa nas ruas de Caracas, nas favelas do Rio e nos campos do Brasil:
a coragem moral ainda existe, e ela fala espanhol.
