Fuga de milionários: impacto direto na economia e na sua vida

Economia

Nos últimos meses, ganhou destaque a estimativa de que o Brasil será o país da América Latina que mais perderá milionários e bilionários em 2025. Cerca de 1.200 pessoas desse grupo de alto patrimônio devem deixar o país. Para muitos, essa notícia pode parecer apenas um detalhe ou até um motivo de comemoração, alimentando a narrativa de que “ricos fazem falta apenas para si mesmos”. Mas a realidade é bem diferente – e os impactos recaem sobre toda a sociedade, inclusive sobre você.

Segundo o relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM), um dos documentos mais respeitados do mundo sobre empreendedorismo, com mais de 250 páginas de dados comparativos entre mais de 50 países, existem três pontos que merecem reflexão:

Empreendedores são os maiores geradores de emprego

    Na página 9, o relatório destaca que os empreendedores são a principal fonte de geração de empregos diretos e indiretos. Ou seja, quando um milionário ou bilionário fecha as portas de uma empresa ou decide levar seus investimentos para fora, não é apenas ele quem vai embora. São centenas – às vezes milhares – de famílias que perdem renda e, em efeito cascata, outros setores também sofrem.

    Países com mais empreendedores são mais ricos

      Na página 23, o GEM mostra que quanto mais empreendedores ativos um país tem, maior a chance de ele fazer parte do chamado “Grupo A”, composto por nações de alta renda. Isso significa que a presença de pessoas dispostas a abrir negócios e investir em inovação é diretamente ligada ao bem-estar da população.

      Empreendedorismo reduz desigualdades

        Outro dado relevante aparece na página 34: o empreendedorismo promove inclusão, reduz desigualdade e gera oportunidades para os mais pobres. Empresas criam empregos, movimentam a economia e oferecem oportunidades reais de ascensão social.

        Por que isso importa?

        Quando grandes empresários deixam o Brasil, não levam apenas patrimônio. Levam também empregos, investimentos, inovação, consumo e riqueza que poderiam estar circulando aqui. Cada vaga de trabalho que deixa de existir impacta famílias inteiras, que reduzem consumo, gerando mais desemprego em outros setores. É um ciclo perverso que atinge a todos – principalmente a classe média e os mais pobres.

        É preciso romper com a narrativa do “ódio aos ricos”, que muitas vezes transforma empreendedores em inimigos públicos apenas por terem acumulado patrimônio. O foco deveria estar em estimular a abertura de novos negócios, facilitar a vida de quem gera empregos e criar um ambiente de prosperidade, e não em afastar aqueles que poderiam estar contribuindo para o desenvolvimento nacional.

        Conclusão

        O Brasil não pode se dar ao luxo de perder quem investe, gera emprego e ajuda a economia a girar. O verdadeiro caminho para reduzir desigualdades não está em expulsar empresários, mas sim em valorizar o empreendedorismo como força transformadora. Afinal, cada empresa aberta significa mais oportunidades, mais dignidade e mais futuro para milhões de brasileiros.

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