Fracasso diplomático: reunião preparatória da COP30 expõe isolamento internacional do governo Lula

Brasil Política

Nenhum país do BRICS ou do Mercosul enviou representantes para o encontro convocado por Lula, revelando perda de credibilidade e liderança do Brasil nas pautas ambientais e regionais.

A reunião preparatória para a COP30, realizada sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terminou com um resultado desastroso para o Itamaraty. Nenhum representante dos países do BRICS (China, Rússia, Índia e África do Sul) nem das nações do Mercosul compareceu ao evento, que tinha como objetivo construir uma posição conjunta sobre meio ambiente antes da conferência mundial do clima, marcada para 2025 em Belém (PA).

O esvaziamento da cúpula foi interpretado por diplomatas e analistas internacionais como um sinal claro de isolamento político e diplomático do Brasil sob o governo petista. A ausência de aliados estratégicos, que historicamente mantinham interlocução próxima com o país, mostra o fracasso da política externa ideológica e errática que o governo Lula tenta impor desde o início do mandato.

“Nenhum país sério quer ser liderado por um governo que prega sustentabilidade enquanto destrói a economia interna e cria instabilidade política”, afirmou um analista ouvido por um portal internacional.

O fiasco do protagonismo internacional

O encontro era visto como um ensaio para a COP30, evento que o governo Lula pretende usar como vitrine mundial. Contudo, sem a presença dos principais parceiros econômicos e sem apoio regional, o evento acabou reduzido a discursos internos e promessas vazias.

A ausência da China e da Índia, por exemplo, é simbólica: ambos os países têm enorme influência na pauta ambiental e vinham mantendo diálogo constante com o Brasil durante os governos anteriores. O mesmo vale para o Mercosul, bloco no qual o Brasil perdeu protagonismo após conflitos diplomáticos e comerciais com Argentina, Uruguai e Paraguai.

“O Brasil que já foi visto como mediador global, hoje virou palco de discursos ideológicos sem resultados concretos”, criticou um diplomata aposentado.

Lula isolado: desgaste com aliados e tensões regionais

Nos bastidores, diplomatas apontam que as declarações de Lula contra os Estados Unidos e a hegemonia do dólar, somadas às aproximações com regimes autoritários e às crises políticas internas, minaram a confiança internacional no governo.
Países vizinhos também teriam se afastado em razão de divergências com a política ambiental brasileira, considerada incoerente — enquanto o governo prega “transição verde”, o país enfrenta crescimento do desmatamento em áreas críticas e aumento da dependência de combustíveis fósseis.

Além disso, o Brasil perdeu espaço na agenda de comércio internacional, com queda nos investimentos estrangeiros, deterioração da imagem do agronegócio e instabilidade jurídica provocada por decisões políticas que afastam investidores.

O discurso e a realidade

Durante o encontro, Lula insistiu que o Brasil será o “porta-voz da Amazônia” na COP30. No entanto, a ausência de países-chave deixou evidente que ninguém mais leva o discurso ambiental do governo a sério.
O país tenta se apresentar como exemplo em sustentabilidade, mas enfrenta crises de energia, encarecimento da gasolina, inflação em alta e desemprego entre jovens e trabalhadores rurais.

O resultado é um cenário em que o Brasil fala sozinho — isolado, sem liderança e com uma reputação cada vez mais comprometida pela mistura entre ativismo ideológico e fracasso administrativo.

Conclusão: liderança perdida e imagem desgastada

O fiasco da reunião preparatória para a COP30 é mais do que um episódio isolado: é o retrato de um governo que confundiu diplomacia com militância política.
O Brasil, que já ocupou papel central em negociações internacionais, hoje amarga o descrédito de seus parceiros e o desinteresse das grandes potências.
Sem aliados, sem credibilidade e com um presidente mais preocupado em discursos do que em resultados, o país se aproxima de sediar uma conferência mundial do clima em total solidão — um retrato simbólico do fracasso da política externa lulista.

Por: NossavozMT JD Cardoso

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