Dia do Professor: heróis esquecidos de uma nação que precisa voltar a respeitar quem ensina

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Por Redação — Nossa Voz MT | 15 de outubro de 2025

O Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro, deveria ser uma das datas mais reverenciadas do calendário nacional. Afinal, é o educador quem forma o cidadão, quem acende a luz da razão e molda o caráter de uma nação. No entanto, no Brasil de hoje, essa profissão — tão nobre, tão essencial — vem sendo tratada com o desprezo silencioso de um país que perdeu o respeito por quem ensina.

O professor que resiste

Em cada sala de aula do Brasil há um professor que resiste. Resiste à falta de estrutura, aos baixos salários, à violência, à indisciplina e ao desprezo de um sistema que exige muito, mas oferece pouco.

Mesmo assim, todos os dias, ele entra em sala, abre o livro, encara uma turma desmotivada e tenta — muitas vezes sozinho — manter viva a chama do conhecimento. É um ato de heroísmo cotidiano.

O verdadeiro professor brasileiro não é militante, nem doutrinador. É missionário da educação, alguém que acredita que o ensino transforma vidas, não que manipula mentes.

A falência moral da educação

A crise da educação no Brasil não é apenas pedagógica — é moral. O país relativizou valores, substituiu a autoridade pela permissividade e trocou o mérito pela desculpa.
Em nome de uma falsa modernidade, tiraram do professor o direito de exigir, corrigir e disciplinar.

Hoje, muitos têm medo de repreender um aluno, de dar uma nota baixa, de chamar os pais para uma conversa. O medo tomou o lugar da autoridade, e o “coitadismo” substituiu o esforço.

Enquanto isso, jovens crescem sem limites, escolas se tornam reféns de comportamentos inaceitáveis e professores vivem à beira do esgotamento emocional.

O papel da família e da sociedade

Não há escola forte sem família presente.
A educação começa em casa — e o professor entra depois, para continuar o que os pais iniciaram. O problema é que muitos lares abdicaram desse papel, transferindo tudo à escola.
Resultado: o professor se tornou psicólogo, assistente social e até policial — tudo, menos o que deveria ser: educador.

É preciso resgatar a aliança entre família e escola. Pais precisam apoiar o professor, não confrontá-lo. A autoridade docente deve ser restaurada — e valorizada, não apenas com palavras, mas com respeito e respaldo institucional.

Caminhos para reerguer a educação

Resgatar a disciplina — Sem ordem, não há aprendizado.

Valorizar o mérito — Professores e alunos devem ser reconhecidos pelo esforço, não pelo discurso.

Libertar a educação da ideologia — A sala de aula deve ser um templo do conhecimento, não um palanque político.

Apoiar o professor de verdade — Com formação continuada, segurança e condições reais de trabalho.

Envolver a comunidade — Educação é uma responsabilidade compartilhada.

Um chamado à consciência nacional

O professor brasileiro não pede aplausos — pede respeito.
Não quer ser mártir, mas reconhecido.
Não busca privilégios, mas justiça.

Neste 15 de outubro, fica o convite para que o Brasil acorde e volte a olhar para seus mestres com a gratidão que eles merecem.
Pois sem professores, não há médicos, juízes, jornalistas ou engenheiros — não há futuro.

“Ensinar é um ato de coragem. Educar é um ato de amor. E resistir, hoje, é um ato político no melhor sentido da palavra.”

Publicado em 15/10/2025 – Redação Nossa Voz MT.

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