ANISTIA “MEIA BOCA”?

Brasil Política

O debate sobre a anistia voltou a ocupar espaço central no cenário político brasileiro, reacendendo discussões sobre sua abrangência e eficácia. Nesse contexto, o comentarista Paulo Figueiredo trouxe uma posição clara e contundente: segundo ele, qualquer tentativa de anistia que não seja ampla, geral e irrestrita estará fadada à inutilidade, pois não cumprirá o papel de pacificar o país.
Para Figueiredo, o sentido da anistia deve estar na sua totalidade. Uma medida parcial, que selecione beneficiados ou imponha restrições, não tem a força necessária para superar o ambiente de perseguição e divisão que ainda marca a política nacional. Nesse ponto, ele critica abertamente o texto alternativo sugerido por Aécio Neves, Paulinho da Força e Michel Temer.

De acordo com sua análise, a proposta desses líderes carece de solidez, é fraca e não responde ao verdadeiro objetivo do instituto da anistia: o de restabelecer a confiança social e política.
Assim, o argumento de Figueiredo se sustenta na ideia de que somente uma anistia plena poderá efetivamente virar a página de um período turbulento. Uma solução limitada, em sua avaliação, não passará de um gesto político de curto alcance, incapaz de garantir a reconciliação nacional.
Conclui-se, portanto, que a defesa de uma anistia ampla, geral e irrestrita reflete uma visão de pacificação que busca encerrar disputas, curar feridas e oferecer ao país uma chance real de recomeço. Para Paulo Figueiredo, qualquer alternativa diferente disso será apenas mais um capítulo de impasses e frustrações na história recente do Brasil.

Jose Rubens Cortez Filho – Professor de História

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