Salvador (BA) – 04 de novembro de 2025 — Um caso grave chocou a comunidade escolar do Colégio Estadual Professor Edson Carneiro, localizado no bairro de São Caetano, em Salvador. Quatro alunos, com apenas 12 anos, estão sendo acusados de planejar o envenenamento de duas professoras, de Matemática e Inglês, por temerem serem reprovados nas disciplinas.
De acordo com informações apuradas, o fato teria ocorrido na sexta-feira (31 de outubro), quando os estudantes teriam elaborado um plano para colocar “chumbinho” em balas compradas em um comércio local e entregar às docentes. O plano, porém, foi descoberto por outros alunos, que alertaram o vice-diretor da escola, evitando uma tragédia.
A direção da unidade escolar imediatamente acionou o Conselho Tutelar, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) e as autoridades policiais competentes. Em nota, a SEC informou que a escola entrou em contato com as famílias dos estudantes e com as redes multidisciplinares de saúde para garantir o acompanhamento psicológico e social de todos os envolvidos.
O caso foi registrado na Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), que conduz as investigações. A polícia confirmou que estão sendo realizadas oitivas e diligências para esclarecer os fatos, identificar a origem do produto e compreender as motivações dos alunos.
Especialistas em educação e comportamento juvenil classificam o episódio como alarmante e sintomático de uma crise de valores e de convivência escolar. Segundo a pedagoga e pesquisadora de comportamento infantojuvenil, “é urgente que as escolas reforcem a educação emocional, o diálogo e o vínculo entre alunos e professores. A banalização da violência, mesmo em tom de brincadeira, precisa ser tratada com seriedade.”
O caso reforça a necessidade de atenção integral à saúde mental dos estudantes, especialmente diante do aumento de episódios de indisciplina, agressividade e desrespeito nas escolas. Situações como essa exigem ações conjuntas entre família, escola e poder público, garantindo segurança e apoio emocional para todos.
As professoras alvo do suposto plano não chegaram a consumir os doces e passam bem. Já os alunos envolvidos permanecem sob acompanhamento do Conselho Tutelar e das equipes de proteção à infância.
Fonte: Secretaria da Educação do Estado da Bahia | Polícia Civil da Bahia
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