Adolescentes flagrados fumando “cigarro eletrônico” em frente a escola preocupa comunidade em Lucas do Rio Verde

Cidades MT educação segurança

O uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como “vipes” em escolas, tem se tornado um problema crescente em Lucas do Rio Verde e preocupa cada vez mais gestores, famílias e a comunidade escolar. Na última semana, adolescentes foram flagrados fumando em frente à Escola Dom Bosco. Relatos semelhantes chegam também da Escola Márcio Schabatt e da Escola Eça de Queiroz, além de outras unidades do município.

Problema recorrente nas escolas

Gestores relatam que, semanalmente, precisam intervir em casos de estudantes usando o dispositivo dentro do ambiente escolar. O procedimento padrão é acionar os responsáveis para que tomem ciência do ocorrido. “Muitos pais sequer sabem que seus filhos estão usando ou que já desenvolveram esse vício”, explicou um integrante da direção de uma das escolas.

Quando a prática se torna frequente, os órgãos competentes são acionados. Em alguns casos, adolescentes afirmam consumir o produto para se sentirem aceitos, impor medo nos colegas ou passar uma imagem de poder. “É mera ilusão”, destacou o gestor ouvido pela reportagem. Há ainda relatos de jovens que se dizem ligados a facções criminosas e tentam associar o uso do cigarro eletrônico a status ou prazer, reforçando um comportamento nocivo dentro do ambiente escolar.

Riscos graves à saúde

Além do impacto disciplinar, especialistas alertam para os riscos do uso do cigarro eletrônico à saúde dos jovens. Estudos apontam que o dispositivo contém substâncias químicas altamente prejudiciais ao pulmão e ao sistema cardiovascular, podendo gerar dependência e desencadear doenças graves. Em adolescentes, os riscos se agravam pela fase de desenvolvimento físico e emocional.

Tentativas de conscientização

Diante desse cenário, diversas escolas de Lucas do Rio Verde têm promovido palestras e campanhas educativas para conscientizar os estudantes. As ações buscam alertar sobre os riscos à saúde e mostrar que o uso do “vipe” não é sinônimo de poder, mas sim um grave fator de vulnerabilidade.

Segurança fragilizada

Outro ponto levantado por gestores é a falta de profissionais de vigilância nas escolas estaduais. Enquanto algumas unidades municipais contam com guardas de patrimônio, as estaduais têm apenas câmeras de monitoramento. Para os gestores, o sistema eletrônico ajuda na identificação de ocorrências após os fatos, mas não intimida adolescentes durante a prática. “Precisamos de pessoas presentes nos pátios, garantindo segurança e tranquilidade para alunos e famílias”, reforçou um dirigente escolar.

Alerta aos pais e responsáveis

As escolas reforçam o pedido de atenção das famílias. “Se notar algum comportamento estranho em seu filho, acompanhe de perto, esteja presente na rotina escolar e observe sua entrada e saída da escola”, orientou um gestor. Esse alerta reforça a importância do diálogo constante entre família e escola, tema que também vem sendo debatido em audiências públicas sobre violência nas escolas de Mato Grosso. 👉 Saiba mais aqui.

O problema já chegou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que promove discussões sobre o uso do cigarro eletrônico entre jovens e seus impactos na segurança escolar. A expectativa é de que novas medidas de enfrentamento sejam adotadas, tanto no campo da saúde pública quanto na proteção das unidades escolares.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *