Polícia Civil desmantela esquema milionário de fraudes e lavagem de dinheiro em Cuiabá

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Cuiabá, 11 de Novembro de 2025 – A Polícia Civil de Mato Grosso realizou na manhã de terça-feira (11) a Operação Domínio Fantasma, com o objetivo de desmantelar um esquema criminoso milionário envolvendo fraudes eletrônicas e a criação de empresas fictícias para lavagem de dinheiro. A operação resultou no cumprimento de 33 ordens judiciais, incluindo a prisão preventiva de um contador considerado o mentor do esquema, além de mandados de busca e apreensão, sequestro de valores e bens de luxo.

Entre as ações, a polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o líder do esquema, sete mandados de busca e apreensão, dois mandados de suspensão de perfil em redes sociais, três mandados de suspensão de sites, além do sequestro de R$ 5 milhões, dois imóveis e veículos de luxo. As ordens foram executadas nas cidades de Cuiabá e Sorriso.

O contador investigado, que utilizava seu conhecimento técnico para fabricar CNPJs e viabilizar fraudes em lojas virtuais, está sendo processado pelos crimes de associação criminosa, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e crime contra a relação de consumo.

Operação contra as fraudes em e-commerce

A investigação foi iniciada após um alerta da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), que identificou a criação em massa de empresas pelo contador, todas registradas em um único endereço de Cuiabá. Entre 2020 e 2024, o contador foi responsável pela abertura de 310 empresas, sendo que 182 delas já estavam baixadas ou suspensas. A maioria dessas empresas estava registrada em um endereço comercial sem identificação, o que levantou suspeitas sobre sua operação.

As investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) revelaram que o contador atuava como intermediário em fraudes eletrônicas, criando empresas de fachada para registrar sites falsos de e-commerce. Ele utilizava o Instagram para se promover como um contador especializado em dropshipping (modelo de negócios online onde o vendedor não mantém estoque próprio) e iGaming (jogos de azar pela internet).

Como funcionava o esquema

Para aplicar os golpes, o contador recriava CNPJs usando “laranjas”, em sua maioria jovens de baixa renda, residentes fora de Mato Grosso. Com esses CNPJs, ele registrava sites de e-commerce falsos, oferecendo produtos como brinquedos, roupas e cosméticos. Os sites eram promovidos com anúncios pagos em plataformas digitais, e em um dos casos, foi identificado o clonagem do site de uma marca de cosméticos renomada, com o objetivo de enganar os consumidores.

Os criminosos receberam pagamentos por Pix ou cartão de crédito de vítimas em diversas partes do Brasil, mas as mercadorias nunca foram entregues. Esses sites falsos geraram inúmeras reclamações no “Reclame Aqui”, alertando as autoridades para a extensão do esquema fraudulento.

Colaboração e apoio operacional

A operação contou com a colaboração de diversas unidades da Polícia Civil, incluindo a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), a Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), além das forças de segurança de Sorriso e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). A Politec e a Sefaz também deram apoio nas diligências, com a coordenação geral da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor).

A operação revela o comprometimento das autoridades em combater a fraude digital, que tem gerado milhões de reais em prejuízos para consumidores e impactado a confiança no comércio eletrônico. A Polícia Civil segue investigando outras possíveis ramificações do esquema e promete aprofundar as apurações.


Conclusão:
A desarticulação desse esquema de fraudes em e-commerce reforça a importância da atuação integrada entre as forças de segurança no combate aos crimes digitais. A operação evidencia não só a complexidade das fraudes financeiras, mas também a necessidade de educação digital e de maior regulação sobre plataformas de e-commerce, para garantir a proteção dos consumidores e a integridade do mercado digital.

Se desejar, posso preparar uma versão mais compacta para redes sociais ou incluir mais detalhes sobre as implicações legais do caso.

Fonte: Assessoria | Polícia Civil-MT
Por: NossavozMT

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