Deputado rebate declarações do governador de Mato Grosso sobre a carta de Donald Trump e desafia Mendes a agir pela anistia de Jair Bolsonaro e seus apoiadores.
Em uma resposta dura e direta ao governador Mauro Mendes (União Brasil), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou a postura do gestor mato-grossense diante das recentes declarações envolvendo a carta de Donald Trump enviada ao presidente Lula.
Eduardo afirmou que “o Tarifasso é consequência da perseguição liderada por Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro, seus familiares e apoiadores”, e acusou Mendes de ignorar esse contexto ao comentar o tema publicamente.
O deputado destacou ainda que Trump mencionou problemas com as big techs e a falta de transparência nas eleições brasileiras, lembrando que Alexandre de Moraes presidiu o pleito de 2022.
“Lembra que o Moraes expulsou o X do Brasil?”, ironizou Eduardo, apontando que o cenário de censura e perseguição política estaria consolidado no país.
A fala subiu de tom quando o parlamentar afirmou:
“Não me culpe pela sua frouxidão. Se hoje estou vivendo no exílio, é por causa de políticos bostas como o senhor, que vendem ao público a responsabilização dos outros pela sua falta de coragem.”
Eduardo Bolsonaro também lançou um desafio ao governador:
“Por que o senhor não movimenta sua base de parlamentares a favor da anistia para soltar o líder que o senhor diz respeitar? De que adianta falar que é leal a Bolsonaro se suas atitudes mostram o contrário?”
Para o deputado, Mauro Mendes está sendo “conveniente” com o avanço do autoritarismo no país, comparando o cenário atual ao de Venezuela e Nicarágua, onde, segundo ele, opositores são presos e silenciados.
“O Brasil está seguindo os passos desses regimes, e o senhor prefere o silêncio ao enfrentamento. Vai aceitar o meu desafio ou vai continuar só no discursinho de político?”, provocou.
Contexto:
A reação de Eduardo Bolsonaro veio após Mauro Mendes minimizar o impacto da carta de Donald Trump, que criticou o Supremo Tribunal Federal e apontou perseguição a Jair Bolsonaro. O governador classificou o episódio como “um problema entre líderes de países” e defendeu que o Brasil buscasse “maturidade diplomática”.
A resposta do filho do ex-presidente expõe uma nova fissura dentro do campo conservador, contrapondo o tom combativo de Eduardo ao discurso moderado de Mendes — que, apesar de se declarar simpático a Bolsonaro, mantém boa relação com o governo federal.
Conclusão:
A troca de farpas reforça a disputa de protagonismo dentro da direita brasileira. Para Eduardo Bolsonaro, “não basta discursar sobre lealdade — é preciso agir”. Já para Mauro Mendes, a moderação seria o caminho para preservar estabilidade política e econômica em Mato Grosso.
Por: NossavozMT
