Uma lição sobre gratidão e o princípio da realidade no cotidiano dos brasileiros

Brasil saúde

Em meio à correria do dia a dia, muitos brasileiros se veem presos em comparações constantes — olhando para quem tem mais, conquistou mais ou aparenta viver melhor. No entanto, uma reflexão que tem ganhado espaço nas redes sociais e rodas de conversa propõe um olhar diferente: comparar para baixo, e não para cima.

De acordo com dados recentes, 90% dos brasileiros vivem com menos de R$ 1.800 por mês, o que significa que quem ganha acima desse valor já está entre os 10% mais ricos do país. Outro dado ainda mais preocupante mostra que 72% da população faz apenas uma refeição por dia. Ou seja, quem consegue se alimentar mais de uma vez está, de certa forma, entre os 30% mais privilegiados.

Essa realidade escancara o que muitos especialistas chamam de “princípio de realidade” — a capacidade de reconhecer a própria condição sem se perder em comparações tóxicas. “Comparar-se o tempo todo com quem tem mais pode gerar frustração, ansiedade e um sentimento constante de insuficiência. Mas quando olhamos para baixo, percebemos o quanto já temos motivos para agradecer”, comenta um psicólogo ou pensador (reflexão inspirada em falas populares sobre o tema).

Em um dos relatos que viralizaram recentemente, um homem compartilhou:

“Às vezes, meus filhos reclamam, e até eu reclamo. Estava entrando no elevador, cansado, e pensei: ‘Deus, eu não tenho por que reclamar, eu tenho é por que agradecer’. Isso me chocou.”

O pensamento ecoa um chamado à gratidão e à empatia, num momento em que o consumismo e as redes sociais alimentam o desejo de estar sempre “um degrau acima”. A reflexão é simples, mas poderosa: a vida que você compara talvez nem seja tão boa assim — e a sua, talvez, já tenha mais beleza do que você percebe.

Em tempos de crise econômica e desigualdade social, essa mudança de olhar pode representar não apenas um alívio emocional, mas também um gesto de consciência social. Afinal, reconhecer o que se tem é o primeiro passo para valorizar o essencial e contribuir para um mundo mais justo.

Reflexão: Em vez de perguntar “por que eu não tenho o que o outro tem?”, talvez devamos perguntar “o que posso fazer com o que já tenho?”.

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