Caso acende alerta a pais e autoridades
Uma tragédia abalou o município de Várzea Grande (MT) neste fim de semana. O pequeno Davi Almeida Franco, de apenas 9 anos, morreu após ser atingido no pescoço por uma linha chilena — tipo de fio cortante usado para empinar pipas — enquanto andava de bicicleta no bairro Cristo Rei.
De acordo com informações preliminares, Davi pedalava próximo de casa quando foi surpreendido pela linha, que o feriu gravemente no pescoço. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Sonho interrompido
Apaixonado por futebol, Davi sonhava em ser goleiro do Flamengo para ajudar a família e orgulhar a mãe, que é servidora pública. O menino será sepultado vestindo a camisa do time do coração — presente que havia recebido do secretário municipal de Esporte, em um gesto de solidariedade e homenagem.
Amigos e vizinhos relatam que o garoto era conhecido pelo sorriso fácil e pela alegria contagiante. “Era um menino cheio de sonhos, que amava jogar bola e sempre falava que seria goleiro do Flamengo”, disse uma moradora emocionada.
Linha chilena: perigo mortal
A linha chilena — ou linha com cerol — é proibida por lei em diversos estados brasileiros, incluindo Mato Grosso. Fabricada com cola, vidro moído e pó de alumínio, ela é usada para cortar outras pipas, mas seu poder de corte é tão grande que pode matar uma pessoa, como infelizmente ocorreu com Davi.
Motociclistas, ciclistas e pedestres também estão entre as principais vítimas desse tipo de material. O uso, fabricação e comercialização dessas linhas podem resultar em multas e prisão, conforme a legislação vigente.
Alerta a pais, escolas e comunidade
O caso de Davi reacende um debate importante: a responsabilidade coletiva sobre brincadeiras que envolvem risco. Empinar pipa é uma tradição brasileira, mas precisa ser feita com segurança e supervisão.
Especialistas em segurança e educação alertam que pais e responsáveis devem acompanhar de perto as atividades das crianças, especialmente em locais públicos, e orientar sobre o perigo de usar ou se aproximar de linhas cortantes.
“Precisamos transformar essa dor em conscientização. Uma simples brincadeira não pode continuar tirando vidas. O uso dessas linhas precisa ser denunciado e combatido por todos nós”, afirmou um representante do Conselho Tutelar da cidade.
Dor e indignação
Nas redes sociais, centenas de mensagens de solidariedade à família foram publicadas. Amigos, colegas de escola e servidores municipais lamentaram a perda do menino. O DAE-VG, onde a mãe trabalha, também emitiu nota de pesar.
A Prefeitura de Várzea Grande informou que vai reforçar as ações educativas e de fiscalização sobre o uso de linhas cortantes e promover campanhas de conscientização nas escolas municipais.
Atenção redobrada
Casos como o de Davi não são isolados. Apenas neste ano, vários estados brasileiros registraram ocorrências graves envolvendo linhas chilenas. A tragédia serve como um alerta urgente a pais, educadores e autoridades: fiscalizar, orientar e proibir é uma questão de vida ou morte.
Denuncie!
Se você presenciar alguém vendendo, fabricando ou usando linha chilena ou cerol, denuncie à Polícia Militar (190) ou à Guarda Municipal.
A conscientização começa em casa — e pode salvar vidas.
Nossos sentimentos à família de Davi Almeida Franco. Que sua história inspire mudanças e mais cuidado com nossas crianças.
