Por Redação | Nossa Voz MT
Publicada em 21 de outubro de 2025
Caso lamentável no ambiente escolar
Um episódio de violência dentro de uma escola pública do Distrito Federal chocou o país e reacendeu o debate sobre o respeito e a segurança no ambiente educacional. Um professor de 53 anos foi brutalmente agredido pelo pai de uma aluna de 15 anos, após repreender a estudante por uso indevido do celular durante a aula.
O caso ocorreu no último dia 20 de outubro, no Centro de Ensino Médio 04 do Guará I, em Brasília. Segundo informações da Polícia Civil, o agressor, de 41 anos, invadiu a escola e atacou o professor dentro da sala da coordenação, aplicando socos e chutes contra o educador.
Motivo da agressão
De acordo com relatos, o professor havia apenas solicitado que a aluna guardasse o celular para evitar distrações durante a explicação. Inconformado com a repreensão, o pai da estudante compareceu à unidade escolar e, de forma violenta, iniciou a agressão física contra o docente.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o homem invadiu o espaço, arrancou os óculos do professor e o empurrou contra a parede. Em uma cena impressionante, a própria filha interveio e imobilizou o pai com um “mata-leão”, tentando conter a violência.
Ação policial e providências
A Polícia Militar foi acionada e levou o agressor à delegacia, onde ele assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por lesão corporal, injúria e desacato. A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que prestará apoio ao professor e reforçará a segurança na escola enquanto o caso é investigado pela corregedoria.
O professor, que teve ferimentos no rosto e danos materiais, como a quebra de seus óculos, relatou estar profundamente abalado psicologicamente e avaliando se voltará a lecionar.
“Nunca imaginei passar por uma situação assim dentro da escola. Estou traumatizado. Entrei para educar, não para ser agredido”, teria dito o docente em depoimento.
Repercussão e reflexão social
A agressão causou ampla repercussão entre educadores, sindicatos e autoridades do setor. Entidades reforçaram o pedido por políticas de proteção aos profissionais da educação e criticaram a escalada da violência contra professores em todo o país.
Especialistas lembram que o caso não é isolado — em várias regiões do Brasil, o número de agressões a docentes tem aumentado, impulsionado por tensões familiares, falta de diálogo e banalização do respeito dentro das escolas.
“É inaceitável que um ato de disciplina legítimo resulte em violência. A escola é um espaço de diálogo, não de confronto”, destacou a professora e pedagoga Maria Tavares, em nota divulgada pela rede estadual.
O que o caso ensina
O episódio do Guará I evidencia a necessidade urgente de fortalecer o respeito entre escola e família, além de garantir segurança institucional aos trabalhadores da educação. Casos como esse colocam em xeque não apenas a autoridade docente, mas também o próprio valor da escola como espaço de formação cidadã.
Fonte: CNN Brasil, Correio Braziliense, Metrópoles
Edição: Nossa Voz MT
