Libertação de 20 sobreviventes e entrega de 28 corpos marca o início de uma nova fase nas negociações entre Israel e o grupo terrorista palestino
Após mais de dois anos de angústia, dor e incerteza, o povo de Israel finalmente recebeu uma notícia que traz alívio — ainda que misturado à dor. Vinte reféns vivos sequestrados pelo grupo terrorista Hamas durante o massacre de 7 de outubro de 2023 foram libertados nesta segunda-feira (13). Além deles, os corpos de outros 28 reféns assassinados em cativeiro também foram entregues às autoridades israelenses.
A libertação ocorre como parte da primeira fase do novo cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas, mediado pelos Estados Unidos, Egito e Catar. O acordo foi alcançado após meses de negociações intensas e envolve trocas humanitárias e a promessa de permitir a entrada de ajuda em Gaza.
Durante os ataques de 7 de outubro de 2023, o Hamas sequestrou 251 pessoas, entre civis, crianças e idosos. Desde então, 148 reféns já haviam sido libertados em tréguas anteriores, e 8 foram resgatados em operações das Forças de Defesa de Israel (FDI).
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o país “nunca deixará de lutar por cada cidadão sequestrado” e que “Israel continua determinado a garantir que nenhum refém permaneça em mãos terroristas”.
Para os familiares das vítimas, o momento é de alívio, mas também de luto. Muitos receberam de volta seus entes queridos sem vida — vítimas das condições desumanas impostas durante o cativeiro. Em Tel Aviv, grupos de familiares e apoiadores se reuniram em praças e sinagogas para rezar e agradecer pela libertação, enquanto clamam pela continuidade dos esforços diplomáticos para trazer os demais reféns de volta.
“Jamais nos esqueceremos das atrocidades cometidas pelo Hamas, mas finalmente podemos começar a sonhar com um novo capítulo na história de Israel. Um capítulo de reconstrução, de justiça e, esperamos, de paz”, declarou um porta-voz do grupo de famílias dos sequestrados.
O cessar-fogo, embora temporário, representa um respiro em meio a um dos períodos mais sombrios da história recente do Oriente Médio. Ainda assim, analistas alertam que a trégua é frágil e depende de respeito mútuo e monitoramento constante por parte das potências envolvidas na mediação.
Israel segue firme no compromisso de proteger seu povo e preservar a memória das vítimas do massacre de 7 de outubro — um dia que o mundo jamais esquecerá.
Que a libertação dos reféns seja o início de um novo tempo para Israel — um tempo de fé, segurança e esperança.
