Uma nova pesquisa do Instituto Ibespe, divulgada pela coluna de Andreza Matais no portal Metrópoles, mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário hipotético de segundo turno.
Segundo o levantamento, Bolsonaro teria 41,1 % das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 34,2 %. O índice de eleitores que declararam não votar em nenhum dos dois chegou a 18,8 %, e 5,9 % afirmaram não saber ou não responderam.
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre 1º e 4 de outubro de 2025, com 1.012 entrevistas telefônicas em todo o país.
A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95 %.
O levantamento foi conduzido pelo Instituto Brasileiro de Estudos Sociais, Políticos e Econômicos (Ibespe), que aplicou técnica de pós-estratificação, ajustando os resultados conforme sexo, idade, escolaridade, renda e região, para garantir representatividade nacional.
Comparativo com o mês anterior
Em relação à pesquisa anterior, divulgada em setembro, Lula caiu de 40,2 % para 34,2 %, enquanto Bolsonaro manteve-se praticamente estável. O número de indecisos e de eleitores que rejeitam ambos os nomes aumentou.
Perfil do eleitorado
A sondagem apontou diferenças relevantes entre os grupos sociais e informacionais:
- Redes sociais: Bolsonaro lidera com 51,2 %, contra 45,8 % de Lula.
- Televisão: Lula tem vantagem de 46,2 %, contra 27,9 % de Bolsonaro.
- Homens: 48,1 % para Bolsonaro e 34,9 % para Lula.
- Mulheres: 37,6 % para Lula e 34,1 % para Bolsonaro.
- Jovens até 34 anos: maioria pró-Bolsonaro (49 %).
- Idosos acima de 60 anos: Lula vence com 46,6 %.
- Evangélicos: 56,8 % votariam em Bolsonaro.
- Católicos: 39,1 % preferem Lula.
- Sem religião: Lula tem 43,3 %, Bolsonaro 25,6 %.
Conclusão
Os números indicam um equilíbrio nacional entre os dois principais polos políticos do país, com ligeira vantagem para Bolsonaro no cenário simulado.
A sondagem reflete um momento de polarização persistente, mas também de crescente desinteresse de parte do eleitorado, expressa no aumento dos que rejeitam ambos os nomes.
