Saúde pública em Lucas do Rio Verde volta a ser alvo de críticas: pacientes reclamam de demora e atendimento precário no PAM

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A saúde pública de Lucas do Rio Verde volta a ser alvo de críticas por parte dos moradores. Nos últimos dias, diversas reclamações têm sido registradas nas redes sociais e junto à imprensa local sobre o atendimento no Pronto Atendimento Municipal (PAM). Pacientes relatam horas de espera para conseguir uma consulta e apontam falta de atenção e empatia por parte de alguns profissionais médicos.

Segundo os relatos, muitos usuários chegam ao local ainda nas primeiras horas do dia e só conseguem atendimento no período da tarde. Alguns dizem que, mesmo após a longa espera, o atendimento é rápido e impessoal, sem a devida escuta das queixas apresentadas.

“A gente chega cedo, fica esperando um tempão, e quando entra na sala o médico mal olha pra gente. Parece que já parte do princípio que viemos buscar atestado”, desabafou uma paciente que preferiu não se identificar.

De acordo com os moradores, há uma sensação de abandono e descaso, especialmente para quem depende exclusivamente do sistema público. “O que mais dói é ser tratado como se a gente estivesse inventando dor. As pessoas só querem ser ouvidas e atendidas com respeito”, relatou outro paciente.

Por outro lado, servidores da área da saúde também se manifestam, afirmando que a situação está fora do controle, devido à alta demanda. Segundo relatos internos, o número de atendimentos diários é superior à capacidade ideal da equipe, o que gera sobrecarga e estresse entre os profissionais.

“A população precisa entender que o PAM está sempre lotado. Temos poucos médicos e uma fila enorme de pessoas querendo atendimento ao mesmo tempo. Isso gera impaciência dos dois lados”, comentou um funcionário da unidade.

A falta de médicos em especialidades básicas, a demanda crescente e a ausência de uma gestão mais eficiente são apontadas como problemas estruturais que se arrastam há anos. Mesmo com investimentos anunciados pela prefeitura, a percepção da população é de que pouco mudou na prática.

Moradores cobram mais humanização no atendimento, enquanto os servidores pedem melhores condições de trabalho e reforço de pessoal. O cenário revela um sistema em colapso silencioso, onde o paciente sofre pela demora e o profissional adoece pela sobrecarga.

“A saúde pública precisa de gestão, não apenas de remendos. O problema não é só a falta de médicos, mas a falta de planejamento e empatia”, comenta um morador indignado.

Análise:
O conflito entre pacientes e servidores no PAM é reflexo de uma rede de saúde municipal sobrecarregada e mal administrada. A falta de profissionais, o déficit de estrutura e a pressão crescente da população expõem uma ferida antiga do sistema. Enquanto isso, quem precisa de atendimento continua entre a dor da espera e a indiferença de um sistema que parece ter perdido o sentido de cuidar.

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