Durante séculos, a humanidade esteve presa a um ciclo de fome, doenças e miséria. Em 1770, a expectativa de vida mundial mal passava dos 30 anos, e em alguns lugares, metade das crianças não chegava à adolescência. Reis e imperadores viviam cercados de luxo, mas mesmo eles não dispunham do conforto que, hoje, é acessível a uma família comum.
Foi apenas com os avanços científicos e a inovação tecnológica, impulsionados pelo desenvolvimento capitalista, que esse cenário começou a mudar. A Revolução Industrial inaugurou um tempo em que a produção de bens se multiplicou, tornando vacinas, antibióticos, eletricidade, saneamento, meios de transporte e, mais tarde, eletrodomésticos e telecomunicações, acessíveis a milhões de pessoas.
Da escassez à abundância relativa
Antes do capitalismo, mais de 90% da população mundial vivia abaixo da linha de subsistência. Hoje, a média global de expectativa de vida ultrapassa os 70 anos, e em países desenvolvidos chega a 80. Mesmo famílias de baixa renda, no Ocidente, têm acesso a eletricidade, água encanada, medicamentos, eletrodomésticos e meios de transporte — confortos que reis e imperadores do passado jamais sonharam ter.
O paradoxo das críticas
Apesar desses avanços inegáveis, muitos ainda insistem em culpar o “maldito capitalismo” pelos problemas da sociedade contemporânea. Esquecem, no entanto, que foi justamente ele que nos tirou de séculos de miséria e nos levou ao maior patamar de prosperidade já registrado na história humana.
Ao mesmo tempo, é justamente a ausência de capitalismo — ou a resistência a mercados livres — que mantém sociedades mundo afora reféns da pobreza e da falta de acesso a bens básicos. A história dos últimos dois séculos e meio é clara: quando há liberdade econômica, inovação e abertura para o empreendedorismo, o ímpeto individual se transforma em progresso coletivo.
Uma reflexão necessária
Reconhecer os limites do capitalismo não significa negar seu papel histórico. Mas a crítica fácil, descolada da realidade, ignora que, sem ele, ainda viveríamos em um mundo de escassez, doenças incuráveis e vidas curtas. A reflexão que se impõe é simples: em vez de demonizar o sistema que nos trouxe até aqui, não seria mais sensato aprimorá-lo para que alcance cada vez mais pessoas?
