Abilio promete até mil lotes para famílias do Contorno Leste

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Cadastro e aluguel social devem definir quem terá direito às novas moradias

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, se reuniu nesta semana com famílias do Contorno Leste, área que deverá ser desocupada por decisão judicial. Em tom firme, ele garantiu que apenas quem realmente mora no local e não possui outra casa será beneficiado com programas habitacionais e aluguel social.

Durante a reunião, Brunini afirmou que a Prefeitura já localizou uma área capaz de comportar cerca de 700 lotes e estuda outra, com mais 250 a 300 lotes. A meta é chegar a mil terrenos destinados às famílias cadastradas. “O critério é claro: quem mora lá e não tem onde morar será contemplado”, declarou o prefeito.

Crítica a líderes comunitários e políticos

O prefeito também fez questão de criticar a postura de alguns líderes comunitários e políticos locais. Segundo ele, muitos mentem para os moradores, oferecendo soluções fáceis e prometendo recursos que nunca chegaram aos cofres da Prefeitura. Abílio foi categórico ao afirmar que parte desses políticos está apenas se aproveitando da situação para angariar votos nas próximas eleições, enganando famílias que realmente precisam de apoio.

Cadastro e fiscalização

Para evitar fraudes, será feito um cadastramento rigoroso das famílias, separando quem de fato precisa de moradia de quem tenta se beneficiar irregularmente. A intenção é garantir que o benefício chegue às pessoas em maior vulnerabilidade. “Ninguém aceitaria que outra pessoa ocupasse a própria casa. O mesmo vale para terrenos públicos ou privados”, ressaltou Brunini.

Aluguel social como medida temporária

A gestão municipal também promete oferecer o aluguel social para as famílias que serão retiradas, garantindo uma solução temporária até que a construção dos lotes seja concluída.

Déficit habitacional preocupa

Apesar da promessa, o desafio é enorme. Cuiabá possui um déficit de pelo menos 40 mil moradias populares, enquanto o programa “Casa Cuiabana” já ultrapassa 75 mil inscrições. O prazo para novas adesões vai até 19 de setembro. Esses números mostram que a demanda é muito maior do que a capacidade imediata da Prefeitura.

O que esperar

Enquanto a Justiça define os prazos para desocupação voluntária, estimados em cerca de 60 dias, a Prefeitura corre contra o tempo para apresentar soluções concretas. As famílias, por sua vez, vivem entre a esperança de conquistar um lar definitivo e a insegurança sobre como será feita a triagem.

No fim, a promessa de até mil lotes é um avanço, mas a realidade do déficit habitacional em Cuiabá mostra que o problema está longe de ser totalmente resolvido.

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